Museu da Maré resgata memória da favela há quase 12 anos, no Rio de Janeiro

Museu foi criado, em 2006, por um grupo de jovens moradores e integrantes do Centro de Ações Solidárias da Maré (CEASM) / (foto: Divulgação)

Há quase 12 anos, o Museu da Maré funciona na Zona Norte do Rio de Janeiro, com objetivo de preservar a memória dos moradores do bairro, que reúne um dos maiores conjuntos de favelas da cidade. O espaço foi criado, em 2006, por um grupo de jovens moradores e integrantes do Centro de Ações Solidárias da Maré (CEASM) para apresentar uma nova experiência de museu voltado para inclusão cultural e social.

A Maré está localizada entre três importantes vias expressas do Rio, a Avenida Brasil, a Linha Vermelha e a Linha Amarela, e registra o quarto pior índice de desenvolvimento humano (IDH) da cidade. No entanto, o museu não tem por objetivo tratar da favela somente como espaço de pobreza e desigualdade, pelo contrário, foi pensado para fortalecer sua imagem positiva e a auto estima dos seus moradores, como explica o diretor Luiz Antônio de Oliveira.

“O museu é um canal para trabalhar algumas questões que possibilitem a identificação do morador com o seu território. Quanto mais você conhece o seu lugar mais você o reconhece como legítimo, sem reproduzir estigmas que sempre foram colocados aos moradores das favela. Portanto, o museu tem essa importância, que é política”, afirma.

O museu tem como exposição permanente a mostra “12 tempos”, que representa os tempos de construção da Maré, entre eles, os tempos da água, da migração, da casa, da resistência, do trabalho e do cotidiano. Para representar esses períodos, estão expostos pertences de antigos moradores doados ao museu, fotografias e a reprodução de uma casa de palafita, em tamanho real, em referência as que serviram de moradia para centenas de famílias quando a ocupação da Maré teve início, nos anos 1940.

Além da exposição permanente, o museu também reúne um arquivo documental com fotografias, jornais, mapas e diversos livros para dar suporte a pesquisas sobre Maré e outras favelas. O espaço também oferece aos moradores da região oficinas culturais regulares de hip hop, teatro, capoeira e outras atividades.

“O museu da Maré é um espaço que promove a democratização da cultura. Também quebra essa ideia do museu como espaço que não é acessível. É um museu vivo, que lida e existe por causa das pessoas”, acrescenta Luiz Antônio.

O Museu da Maré, que tem mais de 60 mil visitas registradas em seu histórico, já recebeu diversos prêmios, entre eles, o reconhecimento pela contribuição aos museus e a museologia brasileira concedido pelo Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O espaço está aberto ao público para visitas individuais ou coletivas, de terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Nos finais de semana, podem ser agendadas visitas extras para grupos.

Serviço:

Museu da Maré fica na avenida Guilherme Maxwell, 26, na Maré, na altura da passarela 26 da Avenida Brasil, no Rio de Janeiro.

Mais informações: (21) 3868-6748

www.museudamare.org.br

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Site de comunicação comunitária desenvolvido por estudantes de comunicação da própria comunidade da Rocinha.

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