Beco nosso de cada dia

Os becos da Rocinha contam histórias (Foto: Ana Luíza Brandão)

Os becos da Rocinha contam histórias (Foto: Ana Luíza Brandão)

Outro dia eu estava subindo a Rocinha em direção à Gávea quando de repente, me vi entrando em um beco. Nele um boteco, um mini-mercado e pessoas andando.
Coloquei-me a pensar sobre a importância de becos nas favelas e principalmente na Rocinha.

Seja o “Beco do Amor” ou os que cruzam e atravessam o “Atalho”.
Os chamados becos ganham forma e figuras que marcam histórias mesmo que não seja a intenção, eternizando-as naquele momento e que só podiam acontecer ali. E é até um tipo de blasfêmia não conhecer os daqui. Ou vai me dizer que você não conhece o “Beco do Rato”?

Os becos da Rocinha já vivenciaram confrontos do tráfico contra a polícia, mortes e nascimentos. Neles, as coisas ganham dimensões que não poderiam vir a ser pensadas, ficando registradas na memória de uma parcela grande de moradores.

São nos becos que acontecem os mais engraçados barracos, os encontros, os melhores “amassos”. E tudo ali, naquele microespaço. Imagine agora o quanto de coisas a mais aconteceria se fossem eles maiores?

Sendo ponto de referência para se chegar a um lugar, ganhando nomeação de moradores que lá residem, os becos deveriam ser tombados como patrimônio histórico. É reconhecer de fato histórias e acontecimentos que ficaram durante praticamente uma vida inteirinha. Você sai, trabalha, busca as crianças e é por ele que passa para chegar em casa. A vida cabe dentro de um beco.

Chegou a hora de a gente compartilhar isso. Os becos precisam ser conhecidos! Mande pra gente uma foto/vídeo de um beco que você conhece na Rocinha e uma história que presenciou ali. Os melhores registros serão postados na página do FavelaDaRocinha. Venha e #MostreSeuBeco!

Eduardo Carvalho

Morador da Rocinha há 16 anos, um jovem que tenta absorver todas as coisas dessa favela-mundo tão viva e movimentada para transmitir em reportagens e crônicas. Já fez parte da formação do Rotary Club Rio e participou em 2013 do Onda Cidadã, do Itaú Cultural.

Eduardo Carvalho

Eduardo Carvalho

Morador da Rocinha há 16 anos, um jovem que tenta absorver todas as coisas dessa favela-mundo tão viva e movimentada para transmitir em reportagens e crônicas. Já fez parte da formação do Rotary Club Rio e participou em 2013 do Onda Cidadã, do Itaú Cultural.

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1 Resultado

  1. taillon disse:

    Eu quero sabe um beco que tem um nome responsa . tá 2 tá calmo

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