A resistência dos amantes de vinil na Rocinha

12030725_870519929697979_861458223_nCriado em 1948 pelo engenheiro húngaro, naturalizado americano, Peter Carl Goldmard, o vinil tornou os antigos discos de goma-lama de 78 ultrapassados. Hoje os mais comuns são os de 45 e 33 de RPM – número de voltas que o disco dá em um minuto. O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhaduras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-disco das bordas externa até o centro. Esses sulcos fazem a agulha vibrar. Essa vibração é transformada em sinal elétrico, posteriormente amplificado e transformado em som.
12032299_870518956364743_466144621_nOs bolachões, apelido carinhoso para os vinis, foram os queridinhos por décadas, até que no final dos anos 80, a invenção do CD modificou o mercado fonográfico mais uma vez. No entanto, os amantes do vinil não parecem ter se importado com isso.
VINIL PELA ROCINHA
12064507_876261029123869_1957357334_n (1)Morador do Beco do Nilão, Carlos Alberto, mais conhecido como Carlinhos, mostra uma coleção de aproximadamente 250 discos, dos mais diversos estilos musicais. Sua coleção do Led Zeppelin e Beatles o enche de orgulho. Uma paixão que começou aos 17 anos o segue até hoje. “A paixão pela música foi coisa minha, desde garoto”, afirmou. Carlinhos possui discos raros de encher os olhos de qualquer colecionador.
Se engana quem pensa que vinil é coisa de geração passada. O público jovem anda cada vez mais apaixonado por essas relíquias. Segundo a fábrica de vinil Polysom, a venda de toca-discos e produção do produto tem crescido nos últimos dez anos. Atualmente, o vinil parece ter conquistado um novo público e se adequado aos tempos digitais com lojas online para esse público, como a Armazém do Vinil (http://armazemdovinil.com/). Até as feiras de antiguidades que acontecem pelo Rio, captam cada vez mais um público que não vivenciou a era dos discos, mas que foi fisgado pelos bolachões. Leonardo Andrade, morador da Rua do Canal, tem 26 anos e um carinho especial pelos artefatos. “Comecei a colecionar tem uns dois anos. Eu gosto do vinil porque ele é uma relíquia e também pelo som 100% puro e original.”

Camilla Garcia

Estudante de jornalismo, apaixonada por música e curiosa em comunicação visual. Moradora e admiradora da Rocinha.

Camilla Garcia

Camilla Garcia

Estudante de jornalismo, apaixonada por música e curiosa em comunicação visual. Moradora e admiradora da Rocinha.

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1 Resultado

  1. Yago disse:

    Matéria excelente ! Parabéns aos colaboradores do site e a comunidade !!!!!!

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